UFOP recebe inscrições para o curso de pós-graduação em Empreendedorismo & Inovação

A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), através do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Empreendedorismo (LEPE), oferece a pós-graduação Latu Sensu em Empreendedorismo & Inovação, com o objetivo de capacitar diferentes profissionais para atuação em um mercado cada vez mais competitivo e desafiador.

A carga horária total do curso é de 420 horas, com duração de até 18 meses. A oferta do curso é anual e presencial, sendo disponibilizadas 35 vagas. Deste total, quatro vagas são isentas de pagamento para os servidores efetivos da UFOP.

As aulas ocorrerão no Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA), localizado à rua do Catete, 166, em Mariana – MG, no seguintes dias e horários: sexta-feira 19h00 às 22h30 e sábado 08h00 às 12h00.

O curso terá início em 19 de agosto de 2011, sendo que as inscrições estão abertas até o dia 22 de julho. Para maiores informações acesse o site http://www.lepe.ufop.br ou envie um e-mail para profboava@yahoo.com.br.

Garoto de 16 anos faz seu primero milhão de dólares inspirado em Steve Jobs

Da FSP

Christian Owens, 16, é um jovem empresário que já cumpriu uma meta perseguida muitas vezes a vida inteira por outras pessoas: conseguir ganhar US$ 1 milhão.

“Meu objetivo é tornar-me um nome principal no mundo da internet”, disse o jovem em entrevista ao “Daily Mail”. O jovem disse ao jornal que foi inspirado a entrar no negócio depois de acompanhar a trajetória profissional do executivo-chefe da Apple, Steve Jobs.

Com dez anos, Chris ganhou um Mac e aprendeu sozinho webdesign. Com 14 anos, em 2008, ele abriu uma empresa de venda de aplicativos para o sistema operacional Mac OS X –a Mac Bundle Box. O site era inspirado no layout minimalista e limpo da Apple.

Desde então, a companhia arrecadou cerca de US$ 1 milhão.

Em 2009 Christian lançou a empresa de publicidade Branchr –trabalhava depois da escola e aos fins de semana. Branchr foi outro sucesso e arrecadou mais de US$ 700 mil apenas no primeiro ano de vida.

Chris investe a maior parte dos seus ganhos de volta em seus negócios e está determinado a fazer US$ 155 milhões com Branchr no futuro.

A Branchr vende hoje mais de 250 milhões de anúncios de 11 mil sites todos os meses e adquiriu uma segunda empresa, Atomplan, que fornece software empresarial.

Christian Owens com seus Macs; garoto se inspirou em Steve Jobs para fazer seu primeiro milhão de dólares

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Órgão da ONU condecora Lula “campeão mundial” no combate à fome

SIMONE IGLESIAS – 10/05/201011h52
Folha de São Paulo

Durante conferência sobre segurança alimentar, combate à fome e desenvolvimento rural, nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu a condecoração “Campeão Mundial na Luta Contra a Fome”.

A premiação foi concedida pelo PMA (Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas) e entregue pela presudente do órgão, Josette Sheeran.

“O presidente Lula tem demonstrado sua liderança na luta contra a fome, elevando ao mais alto nível da agenda internacional a necessidade de atender as pessoas pobres, desnutridas e com fome”, disse Sheeran.

A distinção é outorgada anualmente pelo PMA, que é a maior agência humanitária do mundo na luta contra a fome.

Em anos anteriores, receberam a distinção Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas); Ban Ki-Moon, secretário-geral da ONU; e o ex-presidente da Gana John Kufuor.

Presidente recebe premiação

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Polícia encontra 500 hambúrgueres vencidos e prende gerente de McDonald’s em SP

Arthur Guimarães
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Uma loja da rede norte-americana de fast food McDonald’s foi flagrada com hambúrgueres vencidos esta segunda-feira (10) na zona sul de São Paulo. Na ocasião, a Polícia Civil prendeu em flagrante o gerente do estabelecimento, P.F.C.G., acusado de cometer crime contra a saúde pública.

A franquia funciona na avenida Engenheiro Armando de Arruda, no bairro do Jabaquara. No restaurante, foram apreendidos mais de 500 hambúrgueres fora do prazo para consumo, segundo a Secretaria de Segurança Pública.

A ação foi desencadeada com base em informações da Unidade de Inteligência, que trabalha com relatos que partem de denúncias ou de investigações próprias das autoridades. A apreensão foi feita pelos homens da 1ª Delegacia de Saúde Pública, do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).

O gerente do McDonald’s foi levado à delegacia e a autoridade policial arbitrou fiança de R$ 1.500 – ainda não paga. O acusado responderá por crime contra as relações do consumidor e contra a saúde pública.

O delegado-assistente da 1ª Delegacia de Saúde Pública, Marcelo Jacobucci, é o responsável pelo caso. Tanto o delegado quanto o próprio McDonald’s informaram que irão se pronunciar em breve sobre o caso.

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Briga entre quatro universitárias termina na delegacia na zona leste de SP

02/04/2010 -  da Folha Online

Um desentendimento entre quatro universitárias terminou na delegacia após uma delas ser agredida com uma faca no bairro Maranhão, na zona leste de São Paulo. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), a briga teria acontecido devido a um trabalho acadêmico.

Ainda de acordo com a secretaria, duas das universitárias já trocavam, há alguns dias, mensagens ofensivas pelo celular devido ao trabalho que teria sido mal feito por uma delas. Depois das ofensas, as quatro estudantes de educação física se encontraram em um ônibus e após descerem teriam iniciado uma discussão.

A pasta afirmou que durante a briga, ocorrida na rua Honório Maia, uma delas pegou uma faca e a teria usado para agredir a colega. A jovem, que teve dois pequenos ferimentos nas costas, fugiu correndo assim como as outras duas universitárias. A Polícia Militar foi acionada e encaminhou as quatro para o 52º DP (Parque São Jorge).

Inicialmente, a jovem apontada pelas colegas como responsável pela agressão negou ter usado a faca contra a colega. Apesar disso, ela confessou a agressão na delegacia, informou a SSP. Foi elaborado um termo circunstanciado –espécie de boletim de ocorrência– do caso e as jovens foram liberadas.

[Obs.] Que coisa, hein?!?!

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Conheça cartilha escolar que alfabetizou mais de 30 milhões de brasileiros

Como ensinar os pequenos a escrever bola, pato ou babá? A cartilha “Caminho Suave” (Edipro, 2010) orienta os professores e os pais a tornarem o aprendizado das crianças divertido e tranquilo. O volume já alfabetizou mais de 30 milhões de brasileiros e chega agora à 129ª edição, com as atualizações do Novo Acordo Ortográfico.

Desde o lançamento, foram vendidos cerca de 40 milhões de exemplares. A autora e educadora Branca Alves de Lima –que escreveu a obra em 1948– criou o método visual na cartilha, na qual cada letra ou sílaba é associada a um desenho.

Versão atual

A imagem de duas crianças sorridentes de mãos dadas seguindo o caminho para a escola pertence à memória dos brasileiros com mais de 30 anos. Outro símbolo marcante do livro é a letra “g” desenhada como um gato.

As ilustrações da cartilha foram usadas por mais de três décadas como principal suporte à alfabetização no país. A rede pública de ensino adotou “Caminho Suave” e a “Cartilha Sodré” nas décadas de 1940 e 50.

A educação pela cartilha teve início por volta do século 19. No Brasil, as primeiras eram escritas e publicadas em Portugal. O “Metodo Castilho para o Ensino Rápido e Aprasível”, de Antonio Feliciano de Castilho, foi o primeiro volume a chegar ao país, e a “Cartilha Proença”, de Antonio Firmino de Proença, uma das primeiras a serem lançadas aqui, em 1926.

[Obs]. Tal cartilha recomendo. Fui alfabetizado com ela (em escola pública), obtendo ótimos resultados… Até hoje me lembro.

Já atualmente… com modernos métodos construtivistas… vemos alunos e mais alunos analfabetos funcionais… É triste.

Em minha época todos da classe sabiam ler, escrever e fazer operações matemáticas simples. As “tias” (primeiro Meire e depois Rosa) foram muito eficientes. Taylor e Fayol teriam orgulho delas.

Versão de minha época                   Página da cartilha

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Alunos reclamam que falta de professor a talher na UFMG

Nestes dias tem havido muito mimimi no ICSA. Abaixo, a reprodução de uma matéria antiga sobre estruturação de novos cursos federais. Observa-se que a Universidade é a UFMG, a maior de MG. Cita-se ainda a Universidade de Brasília (UnB).

Problemas” como falta de garfo, barulho etc. parecem afetar profundamente a formação do aluno, a ponto de ser notícia. Quanto ao fato de ele estar na Universidade não se discute.

A notícia foi dada pelo jornal Folha de São Paulo, em 15/09/2009.

FLÁVIA MARTIN
colaboração para a Folha de S.Paulo
PATRÍCIA GOMES
da Folha de S.Paulo

Preso na porta da sala do recém-criado curso de restauração de bens culturais móveis da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), um papel informa os alunos sobre as seis disciplinas que aguardam a contratação de professores. Outras cinco foram canceladas.

O curso de restauração, criado em 2008, foi a primeira graduação fruto do Reuni (Reestruturação e Expansão das Universidades Federais) na universidade mineira, que alcançou nota máxima no mais recente IGC (Índice Geral de Cursos), indicador que mede a qualidade das instituições.

Obras feitas para atender à demanda de alunos de cursos novos no campus Pampulha da UFMG; alunos reclamam de improviso

O Reuni, programa do Ministério da Educação, tem, entre outras metas, dobrar até 2012 as vagas nas universidades federais ao criar cursos ou ampliar as vagas nos já existentes.

Com a chegada de um volume maior de calouros, as longas filas do bandejão do campus Pampulha da federal mineira se tornaram outra dor de cabeça, afirmam os alunos. Segundo eles, há dias em que falta talher.

Além de poucos professores e da superlotação do restaurante, as salas de aula também andam mais cheias do que os alunos gostariam. As obras de expansão, relatam os estudantes, estão atrasadas e atrapalham por serem feitas de dia.

Aluna do segundo período de restauração, Alice Gontijo, 19, diz que falta ainda formação específica a professores de disciplinas técnicas, como a que trata dos insetos que danificam os bens culturais. Segundo ela, a aula é dada por uma professora sem formação em biologia.

“A impressão é que tudo é feito na base do improviso”, diz.

O reitor da UFMG, Ronaldo Tadêu Pena, reconhece que houve um problema na contratação de professores para o curso de restauração, mas diz que foi uma questão pontual.

“Ali aconteceu uma coisa bem localizada. O problema se prendeu à autorização para contratação. Eu liguei para o ministro [Fernando Haddad], e o MEC me deu uma solução. Talvez, se a gente começasse esse curso em 2010, não haveria problema, mas perderíamos um ano”, diz Pena.

Sobre possíveis atrasos na contratação de professores em outros cursos, Pena os chamou de “pequenos contratempos”. “Visto por mim, como gestor, eu considero pequenos contratempos. Visto pelo aluno, que está lá vivendo a questão, é um grande problema. Eu reconheço que é. Mas a gente tem que pensar no médio e no longo prazo”, afirmou.

O reitor concordou que as obras trazem transtornos a todos, mas disse que o período é transitório. “Não tem jeito de fazer obra sem barulho”, diz.

Afinado com o discurso do MEC (leia mais na pág. 5), Pena considerou a falta de talher –da qual diz não ter notícia– um problema menor diante do que a expansão representa para a universidade e para o país.

Os problemas não são exclusivos da UFMG. Na UnB (Universidade de Brasília), que também participa do Reuni, os alunos dizem que o barulho das obras atrapalha as aulas.

Além disso, até a semana passada, estudantes do segundo período da recém-criada graduação em gestão de políticas públicas temiam ficar sem professores para as matérias específicas.

No entanto, após ser questionada pela reportagem sobre a falta de docentes, a UnB informou aos alunos que dez novos professores foram contratados.

Sobre as obras, a decana de graduação da UnB, Márcia Abrahão, disse que melhorias no espaço físico são reivindicadas há anos por professores e alunos e pede a compreensão deles para os transtornos.

Outro lado

A responsável pela Secretaria de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci, negou a falta de professores, mas assumiu que possam existir problemas pontuais. Segundo ela, “a UFMG está passando por uma revitalização inédita. É evidente que pode haver uma questão aqui ou ali. A universidade é uma instituição que está muito bem nos indicadores de qualidade nacionais e internacionais.”

Já quanto as reclamações que os alunos fazem em relação à falta de professores, Bucci afirma: “Isso não é verdade. A contratação de professores não tem precedentes. A UFMG certamente não é uma instituição onde falta professor. Eles estão com muitas inovações, estão a pleno vapor. “

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Reitor da UFABC responde críticas da imprensa

Terça-feira, 02 de março de 2010 – 10:42h

Em 5 de julho de 2006, o jornal O Estado de S. Paulo publicou a reportagem “Universidade do ABC fica no papel”. Nela, os leitores do jornal eram informados de que as aulas teriam início “em um prédio improvisado, pois o terreno cedido pela prefeitura de Santo André para virar campus ainda funciona como garagem municipal”.

Poucas semanas depois, em 14 de setembro do mesmo ano, o jornal publicou o editorial “Demagogia no ensino superior”. Na mesma tecla, os leitores eram informados: “(…) a improvisação é tanta que a UFABC vem funcionando provisoriamente num prédio alugado”.

Dois dias depois, o jornal publicava a carta-resposta do então reitor Hermano Tavares, a qual registrava: “Iniciar as atividades acadêmicas de uma instituição nova em instalações provisórias é simplesmente a melhor prática. Foi o que fizeram ITA e Unicamp, para citar apenas dois exemplos. Absurdo seria começar construindo o prédio”.

Lula nas obras da UFABC

Agora, em 2010, O Estado de S. Paulo volta à carga contra a UFABC, em editorial de 24 de fevereiro, intitulado “As inaugurações de projetos”. Nele, sempre com a mesma obsessão centrada nos prédios, os leitores são informados: “As obras em Santo André estão atrasadas, tendo sido inaugurado, até agora, um único prédio”. Adiante, o mesmo editorial informa que a pedra fundamental do campus de São Bernardo do Campo foi lançada em agosto do ano passado, mas que, “até hoje, a obra não passou disso”. Informa ainda que “a taxa média de evasão foi de 42%” e cita uma frase do reitor Helio Waldman: “Há uma certa lentidão crônica, cuja origem não saberia reconhecer”. Frase que o editorial associa ao problema da evasão e qualifica de afirmação exemplar, “pois mostra o saldo das inaugurações de projetos que continuam sendo projetos”.

Com relação a cada um dos aspectos acima, cumpre registrar:
O “único prédio” a que se refere o editorial é uma torre de 11 andares que tem 14 mil metros de área construída. Com quase 90% das obras concluídas, o próximo bloco a ser entregue agregará ao campus mais 40 mil metros de área construída.

A afirmação de que a obra de São Bernardo do Campo nunca passou do lançamento da pedra fundamental é simplesmente falsa. As licitações de terraplenagem do terreno e da construção do “primeiro prédio” foram concluídas no segundo semestre de 2009, dentro do previsto, e as duas obras já foram iniciadas, como pode ser constatado por uma simples visita ao local.

A informação de que “a taxa média de evasão foi de 42%” parte de uma conta precária, para dizer o mínimo, como explica a carta do reitor Helio Waldman, publicada na mesma edição de 24 de fevereiro do referido jornal e ignorada pelo editorial.

Finalmente, a frase citada do reitor é colocada completamente fora de contexto, já que ela foi pronunciada em referência às obras de Santo André. Não há nela, portanto, nenhum indício de concordância com a opinião de que a UFABC seja um “projeto que continua projeto”.

E ilustramos, com brevidade:
Fosse apenas “um projeto que continua projeto”, a UFABC não poderia registrar que, com menos de três anos e meio de atividades, já conta com mais de 400 docentes em regime de dedicação exclusiva, todos eles doutores — fato inédito no ensino superior público federal — que compõem um conjunto de jovens talentos com reconhecimento crescente no meio científico nacional, a partir de conquistas como esta: em 2009, a UFABC foi a terceira demandante de novos projetos de pesquisa junto à Fapesp, atrás apenas da USP e da Unicamp e à frente de todas as outras instituições públicas e particulares do estado de São Paulo.

Fosse apenas “um projeto que continua projeto”, a UFABC não teria os dez cursos de pós-graduação stricto sensu recomendados pela Capes — seis em nível de mestrado e quatro de doutorado —, todos eles em pleno funcionamento, com cerca de 300 alunos regularmente matriculados e com 30 dissertações de mestrado já defendidas com sucesso.

Fosse ainda “um projeto que continua projeto”, a UFABC não poderia registrar que conta com mais de 2,6 mil alunos de graduação, os quais, até quatro anos atrás, não tinham onde fazer um curso público, gratuito e de qualidade. Ou que a eles se juntarão, nas próximas semanas, mais 1,7 mil jovens que conquistaram uma vaga em processo seletivo de âmbito nacional, no qual o bacharelado em ciência e tecnologia da UFABC, com quase 20 mil candidatos apenas na primeira etapa das inscrições, figurou em primeiro lugar na lista de procura dos estudantes que participaram do Sistema de Seleção Unificada do Ministério da Educação.

A UFABC conta com um projeto pedagógico que é, de fato, ousado, pioneiro e inovador.  Sua implantação vem sendo atentamente observada por educadores do Brasil todo, os quais acreditam que ele possa dar contribuição significativa ao ensino superior nacional. Tratá-lo com desdém e ironia, sem entrar no mérito, é miopia, como foi a posição adotada pelos que, nos anos 1950, não queriam a criação do ITA, com base no famoso bordão “um país que não sabe fabricar bicicletas não pode se arvorar a ambição de fabricar aviões”. Ou mesmo dos que, nos anos 1930, faziam restrições à criação da USP e sua Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, uma ousada inovação para o ambiente acanhado da época. Hoje, um ano de faturamento da Embraer corresponde a vários séculos de orçamento do ITA, e a USP figura entre as 200 melhores universidades do mundo.

Os riscos em empreendimentos desse porte são consideráveis. Admitimos nossos problemas. Reconhecemos que algumas obras sofreram atraso, mas estamos lutando para concluí-las, em parceria e com o apoio do MEC. Cada nova turma de alunos da UFABC encontrou melhores instalações físicas do que a turma que a precedeu, tendência que será mantida neste e nos próximos anos. A evasão, também em parte decorrente do medo do novo, é um problema grande a ser combatido. Há que se registrar, todavia, que os indicadores apontam para sua queda.

A UFABC é uma instituição de ensino superior que pratica os melhores valores acadêmicos. Nesse contexto, estaremos sempre abertos ao diálogo e à crítica, inclusive a destrutiva, histérica, míope ou de mau gosto.

Em 2006, o Estadão afirmou que a UFABC não sairia do papel, o que não era verdade. Em 2010, ele diz que a UFABC não passa de um projeto, o que não é verdade. Qual será a nossa maldição de 2014?

Helio Waldman
Reitor da Universidade Federal do ABC

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